Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Relato da experiência de retomada da Perene Consciência Amorosa

Depois do derrubamento de 1918, a grande questão que animava os espíritos investigadores era o novo homem. Uma experiência decisiva me impulsionou a não fazer dela um simples dever nessa época de reconstrução, senão a colocá-la no centro de minha vida. O que vivi então, o denomino como a grande experiência do SER... Eu tinha vinte e quatro anos e me encontrava no ateliê do pintor Willi Geiger em Munique... Minha futura esposa, Madame Von Hattingberg, estava sentada na mesa e ao seu lado havia um livro... Ainda o vejo... Ela abre o livro e lê em voz alta o décimo primeiro verso do Tao Te King:
Trinta raios convergem para o meio de uma roda
Mas é o buraco em que vai entrar o eixo que a torna útil.
Molda-se o barro para fazer um vaso;
É o espaço dentro dele que o torna útil.
Fazem-se portas e janelas para um quarto;
São os buracos que o tornam útil.
Por isso, a vantagem do que está lá
Assenta exclusivamente
na utilidade do que lá não está.

E de pronto, Isso chegou!... Enquanto escutava, me atravessou um relâmpago... O véu caiu, eu havia despertado! Acabará de ter a experiência “Disso”. Tudo existia e não existia, este mundo e, através dele, o pensamento de outra Realidade... Eu mesmo existia e não existia. Estava sobrecarregado no encantamento em outro lugar e, sem dúvida, estava ali, feliz e como que privado de sentimentos, distantes e, ao mesmo tempo, profundamente arraigado nas coisas. Toda a realidade que me rodeava estava formada por dois polos: um que era imediatamente visível e outro invisível que estava no fundo da essência daquilo que via. Via realmente ao Ser... Via o Ser no Existente. E isso me calou tão fundo que eu tinha a impressão de haver deixado de ser eu mesmo plenamente. Sentia que estava preenchido de algo extraordinário, imenso, que me banhava de alegria e ao mesmo tempo me sumia num grande silêncio. Estive neste estado aproximadamente por vinte e quatro horas. Naquela mesma tarde estávamos visitando a casa de uns amigos para escutar um grande pianista. Eu estava agachado num canto da sala, ainda sobre essa mesma influência e, desde então, creio que nunca me abandonou. Não havia compreendido totalmente do que se tratava; mas, a partir daquele momento, sempre havia algo diferente em minha vida, algo que me rodeava, que me preenchia e me fazia seguir adiante. Estava movido por uma espécie de nostalgia e de inexplicável promessa... Hoje ainda é assim. Mas naquela época eu não havia compreendido que se tratava de um chamado e do nascimento de uma nova consciência. Descobri isso muito tempo depois; mas me sentia impulsionado, empurrado nesse sentido. Isso me tem dado também certo valor para viver, certa inocência no tato, no trato com as pessoas e com as coisas. De pronto, havia ali outra realidade, angélica, que me rodeava desde aquele momento.

Karlfried Graf Dürckheim em, O caminho a verdade e a vida



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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey