Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

O estado de "união com Deus"


Seria um grande erro acreditar que, quando a filosofia diz que o divino habita em todas as coisas, que ele habita por igual em todas as coisas.

O homem não é Deus. Mesmo assim, ele pode se aproximar tão intimamente, submergir-se tão completamente na Sua Presença, que o que os místicos chamam de estado de “união com Deus” pode ser aceito. A proximidade telepática que algumas vezes existe entre dois amantes, familiares ou amigos que estão separados, é uma leve sugestão da proximidade telepática que existe entre o ego humano que se harmonizou com sua alma divina. 

Poderemos entrar em comunhão interna mística com Deus, mas não poderemos nos tornar Deus. Aqueles que proclamam tal autodeificação falsa, inutilmente fazem essa afirmação grotesca e exagerada de algo que, por si mesmo, já é suficientemente uma tremenda verdade. 

Na minha afirmação de que cada ser humano poderá desenvolver a divindade em si mesmo, não quero dizer que nós, pobres mortais, possamos alguma vez chegar ao nível do Todo Poderoso. Quero dizer com isso que temos em nós algo que está conectado e relacionado a Deus: nosso eu mais elevado, cuja descoberta e união com ele representam o limite da nossa possível realização.

A alegação do místico de que conhece a Deus, quando somente conhece a parte mais profunda de seu próprio ser, é um tipo de vaidade particular dele. Seja qual for a consciência transcendental e última que possa descobrir, continuará algo a existir além de todo o seu escrutínio. A Mente do Mundo é impenetrável para a mente humana. Tal conclusão agnóstica, entretanto, não invalida a alegação mais legítima do místico de que a alma humana pode ser conhecida e de que a união inabalável com ela é alcançável. 

O que é possível de alcançar, falando em termos de um simbolismo espacial, e que é a única maneira satisfatória de tratar tal questão transcendental, será a união com um único PONTO dentro do infinito imensurável de Deus. 

O místico que vagamente fala que está unido a Deus, certamente sabe que essa experiência não o pôs na direção do universo. 

Nenhuma mente humana poderá apreender o Poder de Vida Único em toda a Sua magnitude, em toda a Sua compreensão de Si mesmo e de Seu Universo.

Mortal algum pode penetrar o mistério da Mente Suprema na própria natureza dela – quer dizer, na existência inativa e estática dessa Mente. O Deus Supremo não só está além da concepção humana, mas também além da percepção mística. Mas a Mente em seu estado ativo, dinâmico, isso é, a Mente do Mundo, ou melhor, seu raio em nós chamado de Eu Superior, ESTÁ dentro do alcance da percepção, da comunhão e mesmo da união humanas. É isso o que o místico realmente encontra quando acredita ter encontrado Deus. 

Normalmente se diz que esse estado é nada menos que “a união com Deus”. O que realmente é alcançado é o seu eu mais elevado, o raio do sol divino refletido no homem, de fato a alma imortal – continuando sempre o próprio Deus totalmente além da capacidade de compreensão finita do homem. Entretanto, a experiência mística é autêntica, e o conflito entre as interpretações não desfaz sua autenticidade.
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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey