Não importa o custo, o esforço ou o sacrifício; não se esqueça de que o Caminho existe, de que o Objetivo é atingível e está além de tudo o que você possa imaginar ou conceber agora; de que qualquer preço que tenha sido pago por sua obtenção parece insignificante quando ele é obtido; de que essa é a libertação final da escravidão dos grilhões da matéria e do sofrimento com ela relacionado. A sua obtenção é o serviço e o bem supremos que você pdoe prestar a seus irmãos atados nas correntes de Maia - Mouni Sadhu

Assim dizia o Maharishi


Bhagavan Ramana Maharishi, o “grande vidente” de Arunachala, Índia, faz consistir toda a libertação e auto-realização do homem na distinção nítida entre o seu grande Eu divino (alma) e o seu pequeno ego humano (corpo-mente-emoções).

Passaremos a reproduzir uma série de perguntas que seus discípulos lhe fizeram e cujas respostas esclarecem admiravelmente esse ponto central.

Pergunta: – Como conseguir a minha auto-realização? 

Maharishi: – Já estás auto-realizado, se te libertares do pensamento “Não alcancei libertação”. Esse erro de identificares o Eu com o não-Eu, o ego, tem de ser superado. A felicidade do Eu é sempre tua – e tu despertarás para o teu verdadeiro Eu no momento em que ultrapassares esse impedimento: o ego, a egoidade, a ego-ilusão. Abre mão desse equívoco – e estarás livre para seres o Eu, que na verdade és. 

P – Não conviria que fôssemos buscar a solidão para realizarmos o nosso verdadeiro Eu?

M – Solidão é por toda a parte. Não a procures fora de ti, mas dentro de ti. Pode um homem estar imerso na lufa-lufa do mundo, e, no entanto, viver em profunda solidão, se estiver perfeitamente calmo dentro de si mesmo. Alguém vive em plena floresta, e não tem solidão, se não tiver domínio sobre suas energias internas; esse não é homem solitário. A solidão é um estado da alma. Quem está apegado a qualquer objeto externo não vive em solidão, esteja onde estiver. O homem interiormente calmo está em solidão, sempre e por toda a parte. 

P – Não conviria que o homem em busca da verdade abandonasse, antes de tudo, as suas posses?

M – O que ele deve, antes de tudo, abandonar é o possuidor, e não as posses. Quem se abandona a si mesmo, isto é, o seu pseudo-eu e encontra o seu verdadeiro Eu, esse tem tudo e não necessita de nada mais.

P – Não deveria eu abandonar os afazeres mundanos a fim de adquirir a consciência cósmica?

M – O teu único impedimento é o pensamento “eu trabalho”. Pondera calmamente: “quem é esse que trabalha?” – e o trabalho deixará de ser empecilho para ti; e os teus trabalhos terão o mesmo resultado de antes. 

P – Não convinha, pelo menos, que eu abandonasse casa e família? 

M – Que mal te fazem casa e família? Descobre primeiro quem és tu. Também no meio do sansara (agitação) do mundo pode o homem atingir auto-realização. Não é necessário ser monge para ter iluminação interna. Quem assim pensa, troca o erro “eu sou um homem mundano” pelo erro “eu sou um monge” – quando é necessário libertar-se tanto desta como daquela ilusão, a fim de chegar ao puro “EU SOU”. O que em mim há de essencial não é afetado por lugares e circunstâncias. Por isto: podemos realizar o nosso Eu em qualquer lugar, suposto que esse desejo seja maior que outro desejo qualquer.

Huberto Rohden em, A Grande Libertação
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"Quem já sentiu o Espírito Supremo não pode confundi-LO com nada, esquecê-LO ou negar SUA existência. Ó Mundo, se recusares a reconhecer SUA existência com voz unânime, irei abandoná-lo e ainda preservar a minha fé".

"A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada." - Albert Einstein

"Enfim, podemos continuar acreditando que somos criaturas localizadas, isoladas e condenadas, confinadas ao tempo e ao corpo, e separadas de todos os outros seres humanos. Ou então abrimos os olhos para a nossa NATUREZA IMPESSOAL e ONIPRESENTE e para a MENTE UNA da qual fazemos parte. Se escolhermos a primeira alternativa, nada nos salvará. Se porém, resolvermos despertar para este divino EU, estaremos frente a frente com um novo alvorecer." - Larry Dossey